A aula saíu à rua para conhecer, compreender, preservar e animar o nosso património.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

D. Carlos no Paço Ducal de Vila Viçosa

     Nós, a turma do 6º C, numa sexta-feira, dia 25 de Fevereiro, fomos ao Paço Ducal para fazermos uma visita de estudo, orientada pela directora do Museu-Biblioteca Casa de Bragança, Dra. Maria de Jesus Monge. O tema era “D. Carlos e a vida quotidiana no Paço Ducal em fins do século XIX e princípios do séc. XX”.
    D. Carlos, em 1885, atingiu os 21 anos e passou a ter o título de Duque de Bragança. Tornou-se responsável por todos os bens da Casa de Bragança e decidiu viajar pelos seus domínios. Registou as suas impressões num álbum de desenhos. Em 1886, casou com D. Amélia de Orleães e a 31 de Março de 1887 nasceu o príncipe D. Luís Filipe. Em Maio visitaram o palácio de Vila Viçosa.
     O palácio passou a ser a sua residência de férias. Vinha sobretudo nos meses de Dezembro e de Janeiro para caçar.
     Sempre que vinha a Vila Viçosa, as pessoas mais importantes como o Presidente da Câmara, o juiz, os padres, vinham cumprimentá-lo, fazer pedidos e D. Carlos recebia-os na Sala dos Duques. Nesta sala nunca houve bailes, ao contrário do que as pessoas pensam.
     Cada vez que vinha ao palácio trazia não apenas a sua família, mas também criados, familiares, professores dos filhos, médicos, secretários (pois o rei precisava sempre de alguém que lhes escrevesse as cartas à mão ou à máquina e lhe tratasse dos seus assuntos, por isso é que havia secretárias nas salas onde estavam mais tempo, pois como ainda não existiam telefones no palácio, nem computadores, eles tinham de mandar cartas). E como o palácio estava quase vazio e era desconfortável, ele mandou fazer algumas transformações. Também era necessário mais espaço e então mandou fazer obras e mobilar o palácio para ele, a sua família e os seus amigos se sentirem bem quando cá vinham e não precisarem de trazer a mobília e tudo o que fazia falta.
     D. Carlos marcou este palácio e Vila Viçosa, porque foi o Duque de Bragança que esteve mais tempo cá, desde que D. João II, 8º Duque de Bragança, foi para Lisboa para ser o rei D. João IV e também foi o último a vir cá passar férias. Isto aconteceu porque gostava muito da nossa terra e porque se movia mais depressa. Como já havia comboio, a viagem era muito mais rápida. Antes demoravam uma semana para irem para Lisboa e assim passaram a demorar menos de um dia para cada viagem. Ao princípio, o comboio só chegava até Estremoz, mas em 1905, foi inaugurado o ramal para Vila Viçosa. D. Carlos até tinha uma carruagem só para ele e para a sua família.

Ana Lúcia Rosa, Ana Patrícia Sande, Ana Rita Candeias, Márcia Nunes, Margarida Coelho, Mariana Carriço, Pedro Albuquerque  – 6º C – 2010/2011

domingo, 8 de maio de 2011

No centro de Vila Viçosa, ergue-se um monumental castelo

            1- A história do castelo

       A região de Vila Viçosa foi dominada pelos cristãos a partir da conquista de Alcácer do Sal (1217).
        Não se sabe se já aqui existia uma povoação e como era, mas sabe-se que Vila Viçosa recebeu de D. Afonso III (1248-1279) a sua Carta de Foral, passada em 5 de Junho de 1270. Deve ser dessa altura a construção do castelo, que o seu filho D. Dinis (1279-1325) terminou e também foi ele que mandou fazer a cerca da vila. Não se sabe quem foram os seus construtores mas sabe-se que em 1297 já tinha alcaide, que foi Soeiro Peres.
       No reinado de D. Fernando I (1367-1383), foram feitos importantes melhoramentos na fortificação de Vila Viçosa, aumentando-se a sua área.

Pátio

Cisterna
 
 No dia 7 de Julho de 1382, Gonçalo Vasques de Azevedo, Fronteiro entre o Tejo e Odiana, juntou neste castelo capitães, alcaides e outros fronteiros menores, para defender o Alentejo invadido pelos castelhanos e em Julho de 1383, partiram seis mil homens de Vila Viçosa para a fronteira de Elvas.
Quando D. Fernando I morreu, o seu alcaide-mor era Vasco Porcalho, que tomou partido por D. Beatriz e o seu marido, rei de Castela. Mas os habitantes não queriam. Conta-se que um dia mandou dizer a D. Nuno Álvares Pereira que estava com as tropas em Estremoz, que tinha mudado de opinião e queria apoiar D. João I. D. Nuno Álvares Pereira, desconfiado, mandou o seu irmão e outros companheiros ao castelo de Vila Viçosa. Estes, quando iam se preparavam para entrar no castelo foram mortos, junto à porta que ficou conhecida por Porta da Traição.

Caminho de ronda, interior

Caminho de ronda
  
            Depois de os castelhanos terem sido derrotados, na batalha de Aljubarrota, D. João I doou Vila Viçosa ao Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira, em recompensa pelos serviços prestados. O seu neto, D. Fernando, que recebeu o título de Conde de Arraiolos do seu avô e foi o 2º Duque de Bragança, pela morte prematura de seu irmão mais velho D. Afonso, Conde de Ourém, instalou-se no castelo de Vila Viçosa, em 1461. Desde então até à inauguração do Palácio Ducal, princípios do século XVI, este castelo foi a residência dos Duques de Bragança. Depois, os duques D. Jaime  e D. Teodósio I fizeram obras e sobre o castelo antigo, construíram o castelo artilheiro conhecido pela Fortaleza Nova, pronto em 1537, que passou a ter apenas funções defensivas.

Mais tarde, houve novamente aqui lutas intensas no período da Guerra da Restauração (1640-1665) e da Sucessão de Espanha (1711), tendo sido Vila Viçosa, por mais de uma vez, quartel-general dos exércitos do Alentejo.

Sala das Colunas

Durante a guerra da Restauração, o Castelo foi adaptado por Cosmander às necessidades defensivas da época, com a adição de um sistema estrelado poligonal e reforço dos muros da cidadela e em 1662, Schomberg fortificou-o.
Durante a primeira invasão francesa, 1807/1808, esteve ocupado pelos franceses, que roubaram móveis e armas. Até finais do século XIX albergou um regimento de Infantaria.

Em 1930/40, as muralhas foram restauradas pela Direcção Geral dos Edificios e Monumentos Nacionais. O castelo, que é propriedade da Fundação da Casa de Bragança, sofreu intervenções de consolidação e restauro em diversos momentos ao longo do século XX, tendo servido durante alguns anos de pousada.
Actualmente, encontram-se nele instalados o Museu da Caça, onde está exposta a colecção privada de  Manuel Lopo Caroça de Carvalho e o Museu de Arqueologia.

2- A arquitectura do Castelo

Torreão
A fortaleza tem a forma quadrangular e é semelhante ao desenho de um projecto conhecido de Leonardo Da Vinci. Benedetto da Ravenna, o arquitecto responsável pela Fortaleza de Mazagão no Norte de África, foi quem o  fez.
Tem duas torres em ângulos opostos, o aspecto é compacto e os mecanismos defensivos foram inovadores (galerias antiminas e canhões para fogo cruzado) em Portugal.  É a única fortificação renascentistra portuguesa inteiramente construída em tijolo, ao gosto italiano.

             Tem à sua volta um fosso de sete metros de altura e seis de largura.
A entrada na fortaleza, faz-se hoje por uma ponte levadiça de madeira para acesso ao pátio inferior onde se encontra a cisterna do castelo.

Ponte levadiça

 Na cerca das muralhas existem quatro portas: a de Évora e da Torre, ambas viradas ao ocidente, a de Estremoz, aberta para o lado Norte e a de Olivença ou do Sol, na ilharga sul que era também a chamada Porta da Traição. Na antiga e já desaparecida Cerca Velha que se atribui à iniciativa dos duques D. Jaime e D. Teodósio I, existiam outras portas. No interior da cerca nova, a actual, além da igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição e dos cemitérios municipais, subsistem alguns antigos arruamentos da planta medieval, onde ainda se podem observar vestígios da arquitectura primitiva como as portas ogivais da que teria sido residência de Nuno Álvares Pereira.


Fontes de informação:

Visita ao Castelo orientada pelo Dr. Tiago Salgueiro e folheto informativo que nos deu.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
PESTANA, Manuel Inácio (s/d). Vila Viçosa História, Arte e Tradição, Vila Viçosa: Livraria Alentejo de Calipolojas, Lda.
7maravilhasdevilavicosa.blogspot.com
                                                       
                                                                      Lourenço Marques - 6º C   - 2010/2011 

sábado, 7 de maio de 2011

O dia-a-dia no Paço Ducal durante as visitas de D. Carlos de Bragança

      
       Os horários eram baseados na luz do diae, por isso, até ao fim do dia tinha que ser feito tudo o que havia para fazer.
      Levantavam-se aos primeiros raios de sol e começavam sempre o seu dia com uma missa na Capela Real, onde há um piano que foi oferecido a D. Carlos e a D. Amélia quando casaram. Depois, tomavam o pequeno-almoço, pois para comungarem tinham que estar em jejum. O rei e os seus amigos iam caçar na Tapada e só à noite é que se juntava com a família. As senhoras, normalmente ficavam em casa, mas outras vezes acompanhavam-nos na caçada.
      O almoço era uma refeição que podia acontecer na sala onde estivessem, sem grande cerimónia.
Quando a luz do dia desaparecia, os reis e os seus convidados vestiam-se a rigor e iam para a sala de jantar. Esta sala tinha uma grande mesa. Enquanto jantavam, uma orquestra, com membros do Regimento de Cavalaria de Vila Viçosa, tocava na sala anterior.  Sempre que acabavam de jantar, reuniam-se na sala que hoje tem o nome de Sala Dourada, onde havia um bilhar, que hoje está guardado, e tocavam órgão. D. Carlos e D. Amélia sabiam tocar, mas D. Carlos achava que não era muito habilidoso. Nesta sala,  o rei recebia também os ses convidados.
        Ao dormir, dormiam em quartos separados. As camas eram pequenas e não era necessário serem maiores porque eles dormiam sentados. Os seus médicos diziam que fazia bem pois respirava-se melhor. Os bebés também não dormiam nos quartos do pai ou no da mãe, dormiam num quarto por cima do quarto dos pais, ao cuidado das criadas, não era a duquesa ou rainha que mudava a fralda ao filho. No quarto dos reis dormiam também criados, no chão, pois podiam precisar deles e para sua segurança.

Alimentação
      O que se ia comer era decidido por D. Amélia ou por uma espécie de governanta e a comida era abundante e muito variada. Os menus eram muito elaborados e sempre com uma sobremesa diferente.
       As refeições eram confeccionadas na cozinha, onde passou a haver um fogão que permitia fazer refeições mais requintadas. Comia-se só o que se produzia na altura do ano em que se estava e que se semeava na horta. Comiam carne de porco, galinhas que havia no Pátio das Galinhas, caça e só havia duas maneiras de cozinhar: ou se assava ou se cozia. Por exemplo, punha-se um boi no espeto, que rodava devagarinho para assar. Tinham que ter sempre o lume aceso. Na cozinha há muitas frigideiras, tachos e panelas de cobre de muitos tamanhos. Os tachos maiores serviam para aquecer água ou para cozinhar para muitas pessoas.
       Os pratos eram preparados na copa e depois levados para a mesa, na sala de jantar, não se punham as travessas em cima da mesa e tinham que ser tapados, para manter a comida quente. A comida que se fazia tinha que se comer logo, se não estragava-se, pois não havia frigorífico para a colocar. O processo de conservação dos alimentos era com sal, até os ovos!
Só na cozinha trabalhavam 300 a 400 pessoas!

           Ana Lúcia Rosa, Ana Patrícia Sande, Carolina Carriço, Sara Pereira – 6º C  2010/2011

Aquecimento
      As casas eram frias, pois eram muito grandes, tinham grandes tectos e o seu aquecimento era fundamental.
      D. Carlos mandou subdividir as salas e baixar os tectos, substituir o chão de pedra por chão de madeira, pôr tapetes no chão, tapeçarias nas paredes e instalar lareiras em todas as salas para que todos se sentissem confortáveis.

Iluminação
       No palácio não havia luz, nem gás.
      Para terem iluminação acendiam velas e tinham candeeiros pendurados do tecto muito bonitos com muitas velas. Por isso, tinha-se de fazer tudo enquanto houvesse luz do dia.

Higiene
       A higiene pessoal não era bem como é hoje. Lavavam-se aos poucos, era muito raro tomar banho como nós fazemos.
      Em cada quarto havia um lavatório para a higiene pessoal, que normalmente era de ferro, mas nos quartos dos reis havia uma espécie de bancada em madeira, onde estava metido o lavatório. Quando se lavavam, para terem água quente, os criados tinham que a aquecer nas lareiras e depois levavam-na em jarros para os quartos. A água suja seguia por um tubo para um balde, que ficava por baixo e mais tarde os criados iam buscá-la para deitarem fora.
      As roupas não eram lavadas tanta vez como hoje e não havia máquinas para nada, era tudo à mão. Como não existia o aspirador, o pó acumulava-se muito nos tapetes, nos cortinados … por mais que se limpasse, pois as casas eram varridas.

                                      Ana Patrícia Sande, Francisca Novado, Sara Baptista – 6º C 2010/2011

Ensino
      Quando os filhos do rei, os infantes mudavam de localidade, os seus professores também iam com eles. Para aprenderem as matérias, que eram muitas, tinham que cumprir os horários.
      Mas isso tinha vantagens e desvantagens. Uma vantagem era que podiam viajar e nunca perdiam dias de aulas e uma desvantagem era que não brincavam nem tinham amigos como nós temos agora.

Vestuário
      Os fatos que usavam eram guardados em casas que tinham porta para os quartos e eram os criados que os traziam para eles vestirem e os ajudavam a vestir. Durante o dia vestiam roupa mais simples mas para o jantar vestiam-se a rigor. Tinham uma roupa para cada refeição. No palácio há muito poucas roupas, porque foram para Inglaterra.
      Nesta altura, os senhores vestiam casaca, calças, sobrecasaca e chapéu e as senhoras usavam muitas jóias e vestidos.
                                 
                                Ana Patrícia Sande, Francisca Novado, Pedro Albuquerque – 6º C - 2010/2011

Fonte de Informação:

Visita guiada pela Dra. Maria de Jesus Monge,  com o tema "A vida quotidiana no Paço Ducal, nos fins do séc. XIX/princípios do séc.  XX"

O Paço Ducal de Vila Viçosa


     Uma das maravilhas portuguesas
     O tamanho da sua fachada, 110m, revestida a mármore da região, fazem deste monumento um exemplar único na arquitectura civil portuguesa!
                                                     
Localização

Terreiro do Paço
Situado no sopé da colina do Castelo, no Terreiro do Paço, em frente à Igreja e Convento dos Agostinhos, tendo ao seu lado direito o Paço do Bispo e o Convento das Chagas, fica uma das maravilhas de Portugal, o Palácio Ducal de Vila Viçosa!
                      
                                   Pedro Melo – 6º C   2010/2011

 A sua utilização

A sua construção iniciou-se em 1501 por ordem de D. Jaime, quarto Duque de Bragança e até 1640, ano em que os Duques de Bragança se tornaram reis de Portugal, foi a residência permanente da família e, depois dessa data, passou a ser uma das residências reais, onde descansavam e passavam férias. Mas houve Duques de Bragança que nunca cá vieram, pois houve guerras, Vila Viçosa fica junto à fronteira e também demoravam muito tempo na viagem. Além disso, o palácio ficou completamente vazio a partir de 1640.
O palácio estava, sem mesmo nada, porque o 8º Duque de Bragança, D. João II se tornou rei de Portugal em 1640. Como o Paço da Ribeira, em Lisboa, para onde foi viver com a sua família estava vazia, pois os reis de Espanha tinham mandado levar tudo, mandou ir o que havia no Palácio de Vila Viçosa. Foi preciso 40 carroças para levar as coisas para Lisboa. Quando algum rei vinha a Vila Viçosa, tinha de se trazer tudo o que precisava, antes, o que era muita coisa e não era nada fácil com os transportes que havia.
Durante as invasões francesas, o palácio serviu de hospital para os feridos das Batalhas de Talavera e Albuera, sobretudo para os soldados comandados pelo general Beresford. Muita coisa ficou destruída e muitos bens foram roubados e durante a guerra civil de 1832-1834, também aqui houve militares.
Quando voltou a haver paz no nosso país e se passou a utilizar o comboio os duques e reis passaram a vir mais vezes. D. Luís visitou-o com a sua mulher, D. Maria Pia e encontrou-o vazio, só tinha pinturas nos tectos e nas paredes, não tinha muitas condições para se viver. Este rei partiu do nada e começou a mobilá-lo. O seu filho, D. Carlos, fez obras, acabou de o mobilar e passou a considerá-lo como a sua residência de férias. Vinha sobretudo nos meses de Dezembro e de Janeiro para caçar. 
Depois quando a monarquia acabou em 1910, o Paço Ducal foi encerrado, pois o Duque de Bragança, que era o rei D. Manuel II foi para Inglaterra. No dia 20 de Setembro de 1915, o rei D. Manuel II fez o seu testamento, onde ficou escrito que o Paço Ducal deveria ser transformado num museu para o povo português.  
Foi criada a Fundação da Casa de Bragança e nos anos 40 (século XX), o Paço Ducal reabriu as suas portas com funções museológicas.
Hoje, quando visitamos o palácio, o que vemos não é o que havia na época em que os Duques lá vinham. As únicas salas que estão exactamente iguais são a Sala dos Duques ou dos Tudescos e os quartos dos reis D. Carlos e de D. Amélia. A maior parte do mobiliário e de tudo o que lá está veio de outros palácios que lhes pertenciam.

                                                            Ângela Neto, Margarida Coelho – 6º C   2010/2011

 
Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt





   


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Porta do Nó

Porta do Nó
No princípio da Avenida Duque D. Jaime, do lado direito, quando vamos para Borba, encontra-se a Porta do Nó, que dá acesso à Ilha, no Palácio Ducal. É a porta mais conhecida de Vila Viçosa e está representada em muitos desenhos, pinturas, pois é muito interessante.
Esta porta foi mandada fazer pelo 4º Duque de Bragança, D. Jaime, no início do séc. XVI, quando mandou construir o Palácio e tem influências do estilo manuelino, como por exemplo as cordas. A porta tem de lado duas colunas em granito, que parecem atadas às ombreiras e no arco da porta estão umas tiras em pedra que parece que foram cortadas, presas por cordões e que ao meio fazem um nó, que é o símbolo da Casa de Bragança.
Os nós simbolizariam a posição hierárquica da Casa de Bragança em relação à Casa Real. Segundo Frei Manuel Calado, que escreveu sobre Vila Viçosa no séc. XVII, existia ali uma legenda que dizia “ Depois de vós, nós”, que significava: depois do rei, nós (os Duques de Bragança) somos os mais importantes do Reino e seremos os reis de Portugal se o rei morrer sem descendentes.
Esta porta é um símbolo da nossa vila!

Fontes de informação:
ESPANCA, Pe. Joaquim da Rocha Espanca (s/d). Compêndio de Notícias de Vila Viçosa.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
PESTANA, Manuel Inácio (s/d). Vila Viçosa História, Arte e Tradição, Vila Viçosa: Livraria Alentejo de Calipolojas, Lda.
7maravilhasdevilavicosa.blogspot.com
Ana Lúcia Rosa -  6º C
2010/2011

Porta da vila

Porta da Vila quando se
encontrava na estrada para Borba
Em Vila Viçosa encontra-se um monumento “ A porta dos nós ou da vila” que está à entrada da vila, no muro do Convento dos Agostinhos, que é onde funciona o Seminário de S. José. Há muita gente que lhe chama a Porta do Nó.
 Foi construída em 1654 e fazia parte da muralha que se construiu para proteger a nossa vila dos espanhóis. Quando se vinha de Borba ou se saía passava-se por ela.
As pessoas passaram a andar de carro e a porta começou a ser estreita. Em 1940 houve obras para se alargar a estrada e a porta foi colocada ao lado. Passou a ser uma das entradas da cerca do Seminário de S. José.
Este monumento simboliza a restauração da independência do nosso país, significando o nó quebrado pelo Rei D. João IV, ao libertar Portugal dos reis castelhanos em 1640 e glorifica também a eleição de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal. Tem uma inscrição latina. É feita em mármore da região e constituída por um arco com o brasão da Casa de Bragança e ao lado duas esferas armilares.


Fontes de informação:

GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
PESTANA, Manuel Inácio (s/d). Vila Viçosa História, Arte e Tradição, Vila Viçosa: Livraria Alentejo de Calipolojas, Lda.
7maravilhasdevilavicosa.blogspot.com

Rui Lopes
 6º C  - 2010/2011

Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição

Emblema da Régia Confraria
de Nsa. Sra. da Conceição
Uma confraria é uma associação de pessoas que se consideram irmãos e que têm objectivos comuns. Esta confraria é importante para aumentar a devoção a Nsa Senhora da Conceição, cuidar da sua imagem e da festa em sua honra.
Fundou-se no século XIV por alguns sacerdotes e
foi refundada por D. Nuno de Santa Maria, o Condestável, para fazer aumentar a devoção a Nsa Senhora e em prol da fé cristã.
Foi dada a conhecer na publicação da revista cultural ``Callipole’’, nº2, em 1994.
Antigamente, o grande dia de festa à virgem era o dia 15 de Agosto, dia de Santa Maria de Agosto, mas o calendário foi-se alterando no século XX até se fixar no dia 8 de Dezembro.

Fonte de informação:
Duarte, Fernando Dias
                                                                                      Francisco Aires
6º C  - 2010/2011