A aula saíu à rua para conhecer, compreender, preservar e animar o nosso património.
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sábado, 21 de abril de 2012

Paço Ducal - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   II

Lápis de Cor - Pastel - Gravura


Pedro Albuquerque

Pedro Melo
Sara Baptista
Edgar Rebimba
Rui Lopes
Rui Nascimento

Sara Pereira
Diogo Escarpiado

Joana Estrompa

Lourenço Marques

Márcia Nunes

Mariana Carriço
Francisca Novado
 Alunos do 6º C - Ano letivo de 2010/2011

sábado, 14 de abril de 2012

Paço Ducal de Vila Viçosa - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

              O museu é uma instituição que desempenha um papel importante na preservação/conservação e leitura de bens culturais e artísticos, ou seja no seu sentido mais amplo, da nossa memória histórica e da nossa identidade. Como instituição que é, tem ainda o poder e o privilégio de decidir e legitimar o que é arte e a autoridade em propor as suas próprias narrativas de acordo com um programa previamente delineado, facultando assim aos visitantes os meios para a sua compreensão.


Uma aula experimental

O museu pode e deve ser um lugar de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global se interpenetram. O museu pode assim converter-se em espaço de experimentação e local de educação artística que educadores e educandos podem usufruir/construir. Para concretizar os nossos objectivos, utilizámos como estratégia conceptual, o diálogo construtivo com um grupo de 22 crianças, de 11 e 12 anos de idade, levando-as a participar em actividades articuladas entre a Escola e o Museu do Paço Ducal de Vila Viçosa, num convite à criatividade e à imaginação, e também na valorização do espaço museológico. 
           Educar passa também por realizar projectos interdisciplinares, discuti-los e aplicá-los em sala de aula e fora dela. Este foi o ponto de partida para a realização da actividade “Ver/Analisar/Descobrir” da obra “O Sobreiro”, em parceria com o Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, tendo também como grande objectivo fomentar o conhecimento dos alunos sobre a obra de D. Carlos de Bragança, o rei-pintor, no seu contexto de espaço e tempo.
Profª Maria Dulce Casaca
Março de 2011

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   I

Lápis de Cor - Pastel - Gravura



Ana Patríca Sande

Ana Lúcia Rosa


Artur Cardoso
 
Ângela Neto

Carolina Carriço

Ana Rita Candeias

 



 

terça-feira, 3 de abril de 2012

D. Carlos de Bragança– desenhador e pintor

           
            D. Carlos, costumava registar os locais que visitava, as pessoas, as árvores, as aves, os barcos - as marinhas  ...  em álbuns de desenho. Era um bom observador!
Pintou muito e muitos quadros, a aguarela, a pastel e a óleo. Pintou retratos, animais,
árvores, pessoas, paisagens …  Expôs algumas das suas obras em exposições nacionais e estrangeiras e ganhou prémios. Os seus mestres foram Miguel Ângelo Lupi e Casanova.
            Hoje, especialistas de arte consideram-no um dos melhores pintores do naturalismo português.
"No Alentejo", óleo sobre tela
"O Marroquino", pastel sobre tela
"Terreiro do Paço", em Vila Viçosa
           Apesar de existirem muitos e muitos trabalhos deste Duque de Bragança e rei de Portugal no Paço Ducal de Vila Viçosa, ainda existem muitos trabalhos da sua autoria dispersos, pois ele muitas vezes oferecia-os. A Fundação Casa de Bragança está a tentar reunir o máximo possível desses trabalhos, talvez para criar um núcleo museológico.

Margarida Coelho - 6º C
Ano letivo de 2011/2012

domingo, 18 de março de 2012

Estátua equestre de D. João IV

A estátua feita em bronze do rei D. João IV em cima de um cavalo mede mais de seis metros de altura e está sobre um pedestal feito em granito. Fica no centro do Terreiro do Paço. O Paço Ducal fica a oeste da estátua, a sul o Convento das Chagas, o Paço dos Bispos e ainda o solar dos Caminha.
           D. João IV mandou comprar na Andaluzia, algum tempo antes da revolução de dezembro de 1640, um cavalo. Esse cavalo foi considerado pelo Duque António Galvão de Andrade como um baluarte, animal com grandeza e segurança. E “Baluarte” passou a ser o nome do animal, que está representado nesta estátua.
Esta obra teve dois autores: o escultor Francisco Franco, que a fez e o pedestal de granito foi desenhado pelo arquitecto Pardal Monteiro. O monumento foi concebido em 1939/1940, quando se comemorou o duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal e foi inaugurado no dia 8 de dezembro de 1943, onde estiveram presentes pessoas importantes do nosso país.
   
Ana Rita Candeias, Sara Baptista - 6ºC
Ano letivo de 2010/2011

Fonte de informação:
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: Distrito de Évora, I volume. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes, páginas 610-611.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.

PESTANA, Manuel Inácio (s/d). Vila Viçosa História, Arte e Tradição, Vila Viçosa: Livraria Alentejo de Calipolojas, Lda.


domingo, 4 de dezembro de 2011

A propósito da Revolução do dia 1 de Dezembro de 1640

Lutar ... lutar ... até livres ser!

Aclamação de D. João IV (D. João II, 8º Duque de Bragança)
Óleo sobre tela de Veloso Salgado, Museu Militar de Lisboa

Na terra do sol escaldante
Lutou D. Sebastião e seus cavaleiros
Mas coitados … saíram derrotados
Ficou o trono sem herdeiros!

Quem seria o novo rei?
Para o país governar
Três pretendentes ao trono
Se foram candidatar.

Não houve eleições
Foi a “corrida” desleal
D. Catarina desistiu
De ser rainha de Portugal.

D. António não resistiu
A D. Filipe mauzão
Em Alcântara ruiu
A independência da Nação.

Ibérica era o sonho
Da riqueza acumular
Disse o Espanhol matreiro
Para o povo o aclamar.

Veio Filipe primeiro
O segundo e o terceiro
Vieram tempos difíceis
Com fome e sem dinheiro.

Portugueses oprimidos
Tiveram de pensar
Qual seria a maneira
Do rei espanhol derrotar.

Panfletos e bandeiras
Tiveram de espalhar
Para não serem descobertos
O “Manuelinho” tiveram de usar.

Organizaram-se os nobres 
Numa grande conspiração
Restaurar a independência
Era essa a intenção.

Lá foram os fidalgos
Para o palácio conquistar
Conseguiram, até que enfim
A duquesa de Mântua expulsar.

O primeiro de Dezembro
É data a lembrar
Porque em 1640
Os espanhóis, mandámos “passear”.

Lisboa, cidade bela
                                                              Nela, as Cortes reuniu                                                                 
Para rei de Portugal
João, foi o nome que se ouviu.

Portugal pobre estava
Teve de trabalhar
Indústria, comércio e agricultura
Tiveram que aumentar.

Foram 28 anos
De batalhas travadas
“Lambada”nos espanhóis
E as nossas tropas moralizadas.

Por terras alentejanas
Travaram batalhas sem igual
“Montes Claros” foi a última
Para aclamar Portugal!

Pedro Melo, 6º C
Com colaboração da família
Ano letivo de 2010/2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
                                                         
O seu interior

Escadaria nobre
Sala dos Duques ou
 Sala dos Tudescos
A entrada actual do Paço Ducal conduz a uma majestosa escadaria, cujas paredes apresentam frescos do século XVI representando a Tomada de Azamor, no Norte de África, em 1513 por D. Jaime, Duque de Bragança.
Ao longo da visita, predominam os frescos e azulejos seiscentistas, os tectos em caixotões e pintados como o da Sala dos Duques na qual estão presente os retratos de todos os príncipes de sangue da Casa de Bragança, depois de D. João V e as lareiras em mármore esculpido que distinguem várias salas como a Sala de Medusa e a Sala Hércules que acolhem grande colecções de pinturas, escultura, mobiliário, tapeçarias, cerâmica e ourivesaria.
A cozinha apresenta uma das maiores colecções de baterias de cozinha em cobre da Europa.
O Paço dispõe actualmente de quatro núcleos museológicos, que se podem visitar, desde que se peça e tire o bilhete na portaria:
- Armaria
-Tesouro
- Porcelana Azul e Branco da China
- Carruagens e coches
É ainda de realçar a biblioteca e tudo o que a compõe.

Conservação

Ao longo dos últimos anos, tem-se procurado conservar o edifício e o que está no seu interior e feito um grande esforço para enriquecer as colecções através da aquisição de peças de grande valor artístico e do restauro das outras que estavam nas reservas.
Fachada principal do Paço Ducal
antes de ser limpa
 
Fachada principal do Paço Ducal, em 2010

As pessoas responsáveis pelo Museu-Biblioteca Casa de Bragança e outros investigadores estão a estudar os documentos antigos para saberem bem como era antigamente o  palácio e como era o dia-a-dia nele.

No ano de 2010, a fachada do Palácio foi limpa e as pessoas puderam ver a cor original da pedra mármore, que afinal não era amarela, mas sim azul! Agora, podemos ver melhor os desenhos na pedra!
Venha visitá-la!

Ângela Neto – 6º C  20101/2011

Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt





   


O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
     
As principais obras para melhoramentos e acrescentamentos

A grandeza do Palácio foi fruto das obras que se prolongaram entre os séculos XVI e XIX, conforme o gosto e as necessidades da época. Damos alguns exemplos.
No ano de 1535, o 5º Duque D. Teodósio I, para a realização da luxuosa festa de casamento da sua irmã D. Isabel com o Infante D. Duarte, filho do rei D. João III, em 1537, mandou aumentar o número de aposentos, prolongando o palácio para Sul, perpendicular ao anterior, com dois pisos, mandou pintar tectos, revestir paredes com azulejos, tapeçarias … Existe uma gravura antiga de Baldi (1669), onde se vê o palácio e a sua fachada, que ainda não está revestida de mármore e tem janelas de sacada, semelhantes às do interior do castelo.
O Duque D. Teodósio II acrescentou um andar ao palácio, as Casas Altas. Nesta altura, a fachada passou a ter 110m de comprimento e a estar revestida de mármore branco e azul, de acordo com as proporções e ordens da arquitectura clássica: dórica, jónica e coríntia. Toda a parte a sul da escadaria passou a ser designada por Casas Novas.
Para o casamento de D. João II, futuro rei D. João IV, com D. Luísa de Gusmão fizeram-se melhoramentos, acrescentando-se um terceiro andar. Melhorou também as instalações do Colégio dos Santos Reis e para guardar a sua valiosíssima colecção de livros e manuscritos continuou a remodelar a área onde se construirá as Salas de Música, junto ao tanque do Tritão. Para decoração destas Salas escolheu José Avellar Rebelo que mandou a Madrid para aperfeiçoar os seus métodos artísticos.
No século XVIII, de igual modo, D. João V fez melhoramentos na capela, cozinha e quartos novos, substituiu os retratos da Sala dos Duques, no seguimento das suas visitas a Vila Viçosa e com o episódio da troca de Princesas que ocorreu na fronteira do Caia, em 1729 (casamento entre D. José, filho de D. João V e a Infanta de Espanha e do Príncipe das Astúrias com a Infante D. Maria Bárbara, também filha de D. João V). Mandou também pôr a fachada do palácio toda igual, pois há uma parte do último piso que ficava recuada.
O seu filho, D. José I mandou fazer obras nas cavalariças e construir a Torre Sineira.
D. Maria I fez melhoramentos acrescentando o Corpo das Salas de Jantar e dos Vidros e fez alterações no jardim que fica em frente, à moda de Versailhes. Tudo isto foi estreado quando o seu filho, futuro rei D. João VI casou com D. Carlota Joaquina, infanta espanhola, em 1785.
no reinado de D. Maria II, com a orientação do seu marido, D. Fernando II é que as obras continuaram para proporcionar o conforto da família real.
A partir do reinado de D. Luís, os duques e depois reis passaram a vir mais vezes, juntamente com os seus amigos e familiares e começou-se a mobilá-lo para ser uma residência de férias e não ser preciso trazer tudo o que fazia falta, sempre que cá vinham.
O seu filho, D. Carlos e D. Amélia, enquanto duques e depois como reis, passavam aqui grandes temporadas pois gostavam muito de Vila Viçosa. O rei organizava grandes caçadas na Tapada Ducal na companhia dos seus amigos, procurando também fugir à agitação de Lisboa.
Para o tornar mais acolhedor, mandou subdividir salas que eram muito grandes e muito frias, com paredes mais fininhas, baixar os tectos, fazer lareiras em todas as casas, substituir o chão de pedra por chão de madeira, pôr tapetes no chão, tapeçarias nas paredes, fizeram-se instalações sanitárias, e comprou mobília. Os móveis não eram tão imponentes, eram práticos, porque esta era uma casa de campo. Mandou também pintar quadros com os Duques de Bragança, de D. Maria I ao seu filho Luís Filipe, que morreu antes de ser Duque de Bragança, aos melhores pintores da época, para dar continuidade aos retratos da Sala dos Duques ou dos Tudescos.
Em 1888, houve um incêndio no Palácio devido à existência de velas, tecidos e tapetes cheios de pó, que começou no quarto do príncipe Luís Filipe. Pensa-se que uma vela terá caído em cima do berço do príncipe. Como a zona dos quartos ficou muito estragada, D. Carlos, logo no outro dia mandou decorá-la por um decorador francês. Os quartos estão como eram nessa altura e foi nestes quartos que D. Carlos, D. Amélia e o príncipe D. Luís Filipe dormiram a última noite, antes do Regicídio.
Em 1903, mandou construir uma escada em madeira coladas à parede, não há nenhum suporte, o suporte é a parede. Esta escada vai dar ao segundo andar, onde há cerca de 40 quartos e mais ou menos de cinco em cinco fica uma casa de banho. Era nestes quartos que ficavam os convidados, as pessoas que os acompanhavam. Só o rei e a rainha é que dormiam no andar principal, em quartos especiais.
Com a implantação da República, D. Manuel II foi viver para Inglaterra e o Paço Ducal foi fechado. Antes de abrir ao público, como Museu, foram feitas obras para se  tentar pôr a descoberto como era no princípio. Depois, nos anos 80 deu-se mais importância ao período da Restauração e nos últimos anos, têm-se feito obras para aumentar e melhorar a área das colecções que se visitam.

Ana Lúcia Rosa, Ana Patrícia Sande, Ana Rita Candeias, Ângela Neto, Márcia Nunes, Margarida Coelho, Mariana Carriço, Pedro Albuquerque  – 6º C   20101/2011


Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt





   


O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
     
A parte mais antiga do Paço – o Paço do Duque D. Jaime
Parte do Paço do Duque D. Jaime,
 com as paredes caiadas de branco

O local escolhido para construir a nova morada dos Duques de Bragança chamava-se Horta do Reguengo e ficava no início da estrada para Borba. Este terreno tinha muitos olivais, abundância de água, era muito fértil e como ficava a alguma distância dos locais habitados, permitia que os duques vivessem sem serem incomodados pelos vizinhos. Como tinha muito espaço, fez um Paço com zonas de lazer, jardins com labirintos, horta com várias espécies de vegetais, tanques de água, mata, à moda da Europa. Julga-se que a mão-de-obra utilizada na sua construção fosse aquela que trabalhasse nas obras do paço de S. Francisco, em Évora.
Claustro, séc. XVI
O Paço é um edifício com forma rectangular, com três pisos. Esta obra de arquitectura gótica tem, na sua decoração, influência artística múdejar, com pórticos, janelas geminadas com arcos em ferradura. As paredes deveriam estar cobertas com azulejos e ainda se podem ver alguns. As abóbadas são variadas, umas mais elaboradas do que outras, isto é com mais nervuras, lembrando grandes folhas de plantas.
No piso térreo, as salas organizam-se à volta de um claustro, com cerca de 18m de lado que, por dentro tem um jardim de bucho e uma fonte. As colunas, que estão em cima de um muro pequeno e suportam as abóbadas não são todas iguais! Umas têm os fustes com a forma de cilindro, outras têm oito lados, são oitavados. E os capitéis também são diferentes, uns decorados com padrões vegetais e outros com dragões e outros animais fantásticos. Pensa-se que vieram do antigo castelo e foram aproveitados para aqui.
À sua volta, ficam as salas como a Sala dos Órgãos, a Capela Real, a Cozinha, outras dependências, onde hoje está instalado o Museu de Armaria. A antiga cozinha deveria ter só duas divisões com um grande corredor que dava acesso aos armazéns de potes de vinho, azeite, a uma sala que guardava fruta e às “ocharias”, que eram espaços para guardar objectos sem valor. As salas comunicam umas com as outras por portas geminadas de mármore e de xisto, em arcos de ferradura chanfrados. As portas dantes eram mais estreitas e pequenas.
Ainda no rés-do-chão, pode-se visitar as salas onde vivia a criadagem e os pintores, a sala dos Alabardeiros e a Casa do Tesouro que guardava os objectos de valor.   
Durante a visita a esta parte mais antiga, podemos ver um espaço que se chama pátio das galinhas! Pensa-se que naquele local havia capoeiras onde se guardavam as galinhas, os pintos … para depois serem abatidas e cozinhadas e o corredor dos periquitos, talvez onde houvesse muitas gaiolas de periquitos!

Francisco Duarte, Margarida Coelho, Pedro Melo – 6º C
20101/2011
Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt