A aula saíu à rua para conhecer, compreender, preservar e animar o nosso património.

sábado, 14 de abril de 2012

Paço Ducal de Vila Viçosa - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

              O museu é uma instituição que desempenha um papel importante na preservação/conservação e leitura de bens culturais e artísticos, ou seja no seu sentido mais amplo, da nossa memória histórica e da nossa identidade. Como instituição que é, tem ainda o poder e o privilégio de decidir e legitimar o que é arte e a autoridade em propor as suas próprias narrativas de acordo com um programa previamente delineado, facultando assim aos visitantes os meios para a sua compreensão.


Uma aula experimental

O museu pode e deve ser um lugar de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global se interpenetram. O museu pode assim converter-se em espaço de experimentação e local de educação artística que educadores e educandos podem usufruir/construir. Para concretizar os nossos objectivos, utilizámos como estratégia conceptual, o diálogo construtivo com um grupo de 22 crianças, de 11 e 12 anos de idade, levando-as a participar em actividades articuladas entre a Escola e o Museu do Paço Ducal de Vila Viçosa, num convite à criatividade e à imaginação, e também na valorização do espaço museológico. 
           Educar passa também por realizar projectos interdisciplinares, discuti-los e aplicá-los em sala de aula e fora dela. Este foi o ponto de partida para a realização da actividade “Ver/Analisar/Descobrir” da obra “O Sobreiro”, em parceria com o Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, tendo também como grande objectivo fomentar o conhecimento dos alunos sobre a obra de D. Carlos de Bragança, o rei-pintor, no seu contexto de espaço e tempo.
Profª Maria Dulce Casaca
Março de 2011

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   I

Lápis de Cor - Pastel - Gravura



Ana Patríca Sande

Ana Lúcia Rosa


Artur Cardoso
 
Ângela Neto

Carolina Carriço

Ana Rita Candeias

 



 

terça-feira, 3 de abril de 2012

D. Carlos de Bragança– desenhador e pintor

           
            D. Carlos, costumava registar os locais que visitava, as pessoas, as árvores, as aves, os barcos - as marinhas  ...  em álbuns de desenho. Era um bom observador!
Pintou muito e muitos quadros, a aguarela, a pastel e a óleo. Pintou retratos, animais,
árvores, pessoas, paisagens …  Expôs algumas das suas obras em exposições nacionais e estrangeiras e ganhou prémios. Os seus mestres foram Miguel Ângelo Lupi e Casanova.
            Hoje, especialistas de arte consideram-no um dos melhores pintores do naturalismo português.
"No Alentejo", óleo sobre tela
"O Marroquino", pastel sobre tela
"Terreiro do Paço", em Vila Viçosa
           Apesar de existirem muitos e muitos trabalhos deste Duque de Bragança e rei de Portugal no Paço Ducal de Vila Viçosa, ainda existem muitos trabalhos da sua autoria dispersos, pois ele muitas vezes oferecia-os. A Fundação Casa de Bragança está a tentar reunir o máximo possível desses trabalhos, talvez para criar um núcleo museológico.

Margarida Coelho - 6º C
Ano letivo de 2011/2012

domingo, 18 de março de 2012

Estátua equestre de D. João IV

A estátua feita em bronze do rei D. João IV em cima de um cavalo mede mais de seis metros de altura e está sobre um pedestal feito em granito. Fica no centro do Terreiro do Paço. O Paço Ducal fica a oeste da estátua, a sul o Convento das Chagas, o Paço dos Bispos e ainda o solar dos Caminha.
           D. João IV mandou comprar na Andaluzia, algum tempo antes da revolução de dezembro de 1640, um cavalo. Esse cavalo foi considerado pelo Duque António Galvão de Andrade como um baluarte, animal com grandeza e segurança. E “Baluarte” passou a ser o nome do animal, que está representado nesta estátua.
Esta obra teve dois autores: o escultor Francisco Franco, que a fez e o pedestal de granito foi desenhado pelo arquitecto Pardal Monteiro. O monumento foi concebido em 1939/1940, quando se comemorou o duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal e foi inaugurado no dia 8 de dezembro de 1943, onde estiveram presentes pessoas importantes do nosso país.
   
Ana Rita Candeias, Sara Baptista - 6ºC
Ano letivo de 2010/2011

Fonte de informação:
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: Distrito de Évora, I volume. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes, páginas 610-611.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.

PESTANA, Manuel Inácio (s/d). Vila Viçosa História, Arte e Tradição, Vila Viçosa: Livraria Alentejo de Calipolojas, Lda.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Batalha de Montes Claros


Padrão da Batalha de Montes Claros

Já tinha sido a revolução do 1º de Dezembro de 1640 e estávamos em luta com os espanhóis, pela nossa independência, pois eles não desistiam.
Entraram mais uma vez em Portugal e ocuparam Vila Viçosa, depois da resistência dos calipolenses. Queriam vencer os alentejanos e depois seguirem para Lisboa. As tropas portuguesas, que estavam em Estremoz, partiram para ajudar os calipolenses. Os espanhóis avistaram-nos e os seus chefes mandaram atacar os portugueses na zona de Montes Claros. Eram muitos mais do que nós, mas tiveram que se retirar, pois os portugueses deram-lhes com força, entre sete a oito horas. Ao fim do dia, os espanhóis estavam destroçados e o próprio Marquês de Caracena, que comandava as tropas espanholas, fugiu em direcção à fronteira, passando depois para Badajoz.
Os espanhóis perderam 10.000 homens, quase metade do exército (4.000 mortos e 6.000 prisioneiros) e as forças portuguesas sofrem 2.700 baixas (700 mortos e 2000 feridos).

Em memória da batalha

            A batalha de Montes Claros, que aconteceu entre Bencatel e Santiago de Rio de Moinhos, no dia 17 de Junho de 1665, foi a última batalha travada entre portugueses e espanhóis.

Lápide mandada fazer
pelo Marquês de Marialva

 



Igreja de Santa Maria da Vitória
Mais tarde, o Marquês de Marialva mandou fazer em frente à Igreja de Nossa Senhora da Vitória, uma lápide com uma longa inscrição onde fez os seus votos para que a tragédia desta batalha, com tantos mortos, não se repita na história futura de ambos os países.

Ana Patrícia Sande, Margarida Coelho
6º C – Ano letivo de 2010/2011


Fonte de informação:
Fotografias:
Margarida Coelho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O que falta no nosso concelho

Pensámos, perguntámos, investigámos, trocámos ideias e escrevemos… As visitas que realizámos ao longo do ano também nos ajudaram.
O que falta no nosso concelho?
Concluímos que seria importante divulgar mais o património de Vila Viçosa, que é uma zona tão rica em água subterrânea e superficial e com paisagens tão bonitas, para ser visitado e, por isso, sugerimos:
· percursos pedestres;
· passeios de bicicleta;
· bom funcionamento da ETAR, para preservar as águas e a biodiversidade das nossas ribeiras;
· termos guias turísticos, para passeios de turistas, que contenham o percurso das ribeiras e os
ecossistemas a eles associados.
Sugerimos também que se promova a plantação e a criação de mais espaços verdes, como pequenos jardins, ou até um parque municipal onde se poderiam combinar plantas, árvores e um lago, com percursos de exercício físico, máquinas de reabilitação e um quiosque.
Junto às estrada mais largas, poderiam existir pistas para andar a pé ou de bicicleta, ficando ao lado dos passeios.
Em Bencatel, Pardais e S. Romão poderia haver mais espaços de convívio para adultos e idosos, mesmo que fosse uma espécie de ocupação contra a solidão, em que poderiam fazer: trabalhos manuais (costura, corte e colagem, desenho), atividades que envolvessem a comunidade, como sortear cabazes ou convidar alguém para conhecer o espaço, jogar às cartas e conversar. Assusta ver tantos idosos sozinhos!
Deveria também existir um espaço para as pessoas desempregadas procurarem um emprego, mas a nível local. Aí, poder-se-ia encorajar as pessoas a começarem o seu próprio negócio, em casa, ou em lugares desabitados mas em bom estado. Os empregos deveriam envolver a agricultura e a criação de gado, visto que estão a diminuir e necessitam ser modernizadas e apoiava-se o crescimento do desenvolvimento económico. Deveria haver maior e melhor aproveitamento da riqueza natural da região, o mármore. A propósito desta riqueza esperamos que o novo Museu do Mármore seja bastante digno! Temos que valorizar a nossa região.
E, nas férias, deveria haver, de forma organizada e que fosse dada a conhecer ainda em tempo de aulas, atividades desportivas, sem ser o futebol, passeios, trabalho de campo para nós conhecermos melhor e valorizarmos o nosso património, tanto natural como edificado. Também seria bom termos uma Biblioteca equipada com todo o tipo de informação!
A nossa terra é muito bonita e muitas crianças e jovens não a conhecem. Por outro lado, há crianças e jovens que passam as férias em Vila Viçosa!


Ana Mestre,  Ângela Neto, Francisca Novado,  Inês Arranca, Leonor Veiga,  Pedro Albuquerque
Clube Jornal Escolar
Ano letivo 2010/2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

No princípio do séc. XX ... Em Vila Viçosa

        Tradição de Natal


Ronca
           No princípio do século XX, em Vila Viçosa, na véspera de Natal, rapazes e raparigas, vestidos como se fossem  apanhar a azeitona, saiam à rua e andavam de porta em porta cantando ao Menino e tocando roncas. Lançavam também ao ar foguetes em sinal de festa.
            A ronca era um instrumento composto por uma panela de barro coberta com uma pele de banha de porco, que no centro tinha uma cana delgada fixa na pele, com o tamanho de um palmo. Com a mão direita, lubrificada com saliva, puxava-se a cana para cima e para baixo.
Este grupo cantava à porta das pessoas, os donos das casas mandavam-nos entrar e depois davam-lhes  bolos,  filhós, café, licores, nógados ...
À meia-noite, dirigiam-se para a igreja de S. Bartolomeu onde assistiam à missa do galo e beijavam o Menino Jesus. Dali, seguiam cantando até à igreja de Nossa Sra. da Conceição, onde beijavam  novamente o Menino Jesus e depois iam para as suas casas.
As cantigas que cantavam à porta das pessoas eram mais ou menos assim:

Abre-me a porta, ó querida,
Estou com pés na geada,
Se não me abres a porta,
Não és querida, não és nada

Aqui estou à tua porta,
Com o feixinho de lenha,
Estou à espera da resposta
Que da tua boca venha

E as pessoas que estavam à porta das suas casas  respondiam assim:

Entrai, pastorinhos, entrai,
Por esse portado adentro,
Vem visitar o menino
No seu santo nascimento

Esse costume calipolense perdeu-se.

 
Fonte de informação:

PESTANA,  Manuel Inácio (1983). Etnologia do Natal Alentejano. Portalegre: Ed. da Assembleia Distrital, pp. 44 a 47.

Ana Rita Candeias – 6º C         
2010/2011            

domingo, 4 de dezembro de 2011

A propósito da Revolução do dia 1 de Dezembro de 1640

Lutar ... lutar ... até livres ser!

Aclamação de D. João IV (D. João II, 8º Duque de Bragança)
Óleo sobre tela de Veloso Salgado, Museu Militar de Lisboa

Na terra do sol escaldante
Lutou D. Sebastião e seus cavaleiros
Mas coitados … saíram derrotados
Ficou o trono sem herdeiros!

Quem seria o novo rei?
Para o país governar
Três pretendentes ao trono
Se foram candidatar.

Não houve eleições
Foi a “corrida” desleal
D. Catarina desistiu
De ser rainha de Portugal.

D. António não resistiu
A D. Filipe mauzão
Em Alcântara ruiu
A independência da Nação.

Ibérica era o sonho
Da riqueza acumular
Disse o Espanhol matreiro
Para o povo o aclamar.

Veio Filipe primeiro
O segundo e o terceiro
Vieram tempos difíceis
Com fome e sem dinheiro.

Portugueses oprimidos
Tiveram de pensar
Qual seria a maneira
Do rei espanhol derrotar.

Panfletos e bandeiras
Tiveram de espalhar
Para não serem descobertos
O “Manuelinho” tiveram de usar.

Organizaram-se os nobres 
Numa grande conspiração
Restaurar a independência
Era essa a intenção.

Lá foram os fidalgos
Para o palácio conquistar
Conseguiram, até que enfim
A duquesa de Mântua expulsar.

O primeiro de Dezembro
É data a lembrar
Porque em 1640
Os espanhóis, mandámos “passear”.

Lisboa, cidade bela
                                                              Nela, as Cortes reuniu                                                                 
Para rei de Portugal
João, foi o nome que se ouviu.

Portugal pobre estava
Teve de trabalhar
Indústria, comércio e agricultura
Tiveram que aumentar.

Foram 28 anos
De batalhas travadas
“Lambada”nos espanhóis
E as nossas tropas moralizadas.

Por terras alentejanas
Travaram batalhas sem igual
“Montes Claros” foi a última
Para aclamar Portugal!

Pedro Melo, 6º C
Com colaboração da família
Ano letivo de 2010/2011