A aula saíu à rua para conhecer, compreender, preservar e animar o nosso património.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Chafariz d’El-Rei

   
        Ficava situado no extremo meridional do Terreiro do Paço encravado no muro do Jardim do Bosque, de baixo da Casa de Lisboa, que servia de reservatório no andar inferior. Construído por ordem de D. José I em 1772 e foi seu construtor o alvanel calipolense José Mendes Broxado. Era abastecido por diversas nascente e cascatas e servia para os animais beberem água, nomeadamente os cavalos do quartel, que durante muitos anos funcionou no Convento dos Agostinhos.
        As águas existentes até aqui, seguem depois para o Chafariz del Rei para a Fonte Pequena e para a Fonte Grande, abastecendo de água a população de Vila Viçosa.  Deixou de funcionar nos fins do séc. XIX, princípios do séc. XX e deixou de deitar água pela reformulação do caudal de água.
Alexandre Geadas, Júlio Lagoa
6º A -  2010/2011
Fonte de informação:
Espanca, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.

Os reservatórios de água no Paço Ducal

E              Em Vila Viçosa, todas as nascentes tinham uma ligação com o Paço Ducal, mais     
especificamente com a Horta do Reguengo, para regar a horta e abastecer o Palácio.
            Uma das razões da construção do Paço Ducal, no sítio onde está, é a abundância de água.
           A água era necessária para as pessoas e os animais beberem, para cozinhar, para a higiene da casa, das roupas, das pessoas, para regar as plantas e para apagar os incêndios. Era importante haver em grande quantidade e guardá-la para quando fazia falta, em reservatórios espalhados pelos diferentes pontos do palácio, pois como vivemos no Alentejo há épocas do ano em que não chove. Por isso, existem aqui, espalhados pela horta, pelos jardins e pelo claustro muitos reservatórios de água: tanques, cisternas e fontes, algumas apenas decorativas.
           Nesta visita, começámos por ver, na Horta do Reguengo, o primeiro grande reservatório de água, que vem da Ribeira de Borba e a maneira como esta era levada para os outros reservatórios espalhados pelos diferentes espaços, através de canais feitos em tijoleira, ou por baixo do chão, como acontece com a fonte do claustro, ou por baixo da armaria nova.
           Vimos outros tanques de tamanhos diferentes, entre eles um lago onde no meio existe uma estátua do Tritão e devido a essa estátua o lago chama-se “Lago do Tritão”, onde agora habitam dois cisnes, muitas fontes decorativas feitas em mármore.
           Há um lugar chamado “ilha” devido ao facto de estar afastado do palácio. Nesse lugar, existe um reservatório circular e uma cisterna subterrânea e era desta nascente que a água seguia, através de um aqueduto subterrâneo, em pedra e em tijolo, com paredes muitas vezes escavadas na rocha e abóbadas de tijolo, que se chama Aqueduto do Nó, até às salas de fresco da Casa de Lisboa. As obras de construção deste aqueduto subterrâneo, foi mandado fazer pelos Duques de Bragança no século XVII. O aqueduto tem aproximadamente 110 metros. Em quase toda a sua extensão apresenta uma altura máxima de 2,80 metros.

Carolina Alfenim, Luís Cardoso, Pedro Fonseca
6º A - 2010/2011
Fonte de informação:
Visita de estudo guiada pelo Dr. Tiago Salgueiro

Abastecimento de água à população ... há muitos anos

    
       Com o passar dos anos e o aumento da população, tornou-se necessário distribuir água potável à população de Vila Viçosa e abriram-se poços, construíram-se aquedutos para a transportar desde a nascente até aos sítios onde fazia falta, fontes, chafarizes para os animais beberem. Também se construíram cisternas, para armazenamento, noras, azenhas, lavadouros.
        Há muito, muito tempo, para se conseguir ter água, se não havia uma nascente que deitava água à superfície, tinha que se procurar e escavar um poço. Os homens demoravam muito tempo a construir os poços porque nesta altura não havia máquinas, então faziam-se com enxadas, picaretas e pás.
        Havia poços onde o sistema usado para tirar água era umas cegonhas, que eram um pau grande com uma pedra junto ao chão. Qualquer pastor construía uma fonte e também tinha água todo o ano, mas só com 1m ou 1,5m, que corria um ano inteiro para um chafariz para os animais beberem.
       Havia noras que tinham normalmente 3 ou 4 grutas, com entrada no subsolo de 2 metros cúbicos, conforme os metros de água. Era montada uma roda com alcatruzes e a água era tirada da nora com um burro à volta, mas o burro tinha de ter os olhos tapados para não se pôr maluco!

Poço comunitário
Hoje em dia ainda existem pessoas que ainda vão ao poço tirar água para consumirem. Às vezes, os pais até mandavam as crianças muito novas aos poços buscar água, porque os poços estavam ao pé de casa e eles levavam cântaros para trazerem a água.
       No nosso Castelo, encontrámos um poço que servia para abastecer a população que nele habitava. Por isso, se diz que era um poço comunitário, pois abastecia a comunidade.
       Existem poços na maior parte dos quintais da nossa terra. A água que é tirada deles, mergulhando baldes que são puxados com roldanas, na maior parte as vezes, apenas serve para lavar ou para regar.
  Alice Calado, Ana Solda, Catarina Maltês
6º A - 2010/2011 


Fonte de informação      
INSTITUTO DA ÁGUA, Nascentes património a proteger 
Familiares e vizinhos dos alunos da turma

O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
                                                         
O seu interior

Escadaria nobre
Sala dos Duques ou
 Sala dos Tudescos
A entrada actual do Paço Ducal conduz a uma majestosa escadaria, cujas paredes apresentam frescos do século XVI representando a Tomada de Azamor, no Norte de África, em 1513 por D. Jaime, Duque de Bragança.
Ao longo da visita, predominam os frescos e azulejos seiscentistas, os tectos em caixotões e pintados como o da Sala dos Duques na qual estão presente os retratos de todos os príncipes de sangue da Casa de Bragança, depois de D. João V e as lareiras em mármore esculpido que distinguem várias salas como a Sala de Medusa e a Sala Hércules que acolhem grande colecções de pinturas, escultura, mobiliário, tapeçarias, cerâmica e ourivesaria.
A cozinha apresenta uma das maiores colecções de baterias de cozinha em cobre da Europa.
O Paço dispõe actualmente de quatro núcleos museológicos, que se podem visitar, desde que se peça e tire o bilhete na portaria:
- Armaria
-Tesouro
- Porcelana Azul e Branco da China
- Carruagens e coches
É ainda de realçar a biblioteca e tudo o que a compõe.

Conservação

Ao longo dos últimos anos, tem-se procurado conservar o edifício e o que está no seu interior e feito um grande esforço para enriquecer as colecções através da aquisição de peças de grande valor artístico e do restauro das outras que estavam nas reservas.
Fachada principal do Paço Ducal
antes de ser limpa
 
Fachada principal do Paço Ducal, em 2010

As pessoas responsáveis pelo Museu-Biblioteca Casa de Bragança e outros investigadores estão a estudar os documentos antigos para saberem bem como era antigamente o  palácio e como era o dia-a-dia nele.

No ano de 2010, a fachada do Palácio foi limpa e as pessoas puderam ver a cor original da pedra mármore, que afinal não era amarela, mas sim azul! Agora, podemos ver melhor os desenhos na pedra!
Venha visitá-la!

Ângela Neto – 6º C  20101/2011

Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt





   


O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
     
As principais obras para melhoramentos e acrescentamentos

A grandeza do Palácio foi fruto das obras que se prolongaram entre os séculos XVI e XIX, conforme o gosto e as necessidades da época. Damos alguns exemplos.
No ano de 1535, o 5º Duque D. Teodósio I, para a realização da luxuosa festa de casamento da sua irmã D. Isabel com o Infante D. Duarte, filho do rei D. João III, em 1537, mandou aumentar o número de aposentos, prolongando o palácio para Sul, perpendicular ao anterior, com dois pisos, mandou pintar tectos, revestir paredes com azulejos, tapeçarias … Existe uma gravura antiga de Baldi (1669), onde se vê o palácio e a sua fachada, que ainda não está revestida de mármore e tem janelas de sacada, semelhantes às do interior do castelo.
O Duque D. Teodósio II acrescentou um andar ao palácio, as Casas Altas. Nesta altura, a fachada passou a ter 110m de comprimento e a estar revestida de mármore branco e azul, de acordo com as proporções e ordens da arquitectura clássica: dórica, jónica e coríntia. Toda a parte a sul da escadaria passou a ser designada por Casas Novas.
Para o casamento de D. João II, futuro rei D. João IV, com D. Luísa de Gusmão fizeram-se melhoramentos, acrescentando-se um terceiro andar. Melhorou também as instalações do Colégio dos Santos Reis e para guardar a sua valiosíssima colecção de livros e manuscritos continuou a remodelar a área onde se construirá as Salas de Música, junto ao tanque do Tritão. Para decoração destas Salas escolheu José Avellar Rebelo que mandou a Madrid para aperfeiçoar os seus métodos artísticos.
No século XVIII, de igual modo, D. João V fez melhoramentos na capela, cozinha e quartos novos, substituiu os retratos da Sala dos Duques, no seguimento das suas visitas a Vila Viçosa e com o episódio da troca de Princesas que ocorreu na fronteira do Caia, em 1729 (casamento entre D. José, filho de D. João V e a Infanta de Espanha e do Príncipe das Astúrias com a Infante D. Maria Bárbara, também filha de D. João V). Mandou também pôr a fachada do palácio toda igual, pois há uma parte do último piso que ficava recuada.
O seu filho, D. José I mandou fazer obras nas cavalariças e construir a Torre Sineira.
D. Maria I fez melhoramentos acrescentando o Corpo das Salas de Jantar e dos Vidros e fez alterações no jardim que fica em frente, à moda de Versailhes. Tudo isto foi estreado quando o seu filho, futuro rei D. João VI casou com D. Carlota Joaquina, infanta espanhola, em 1785.
no reinado de D. Maria II, com a orientação do seu marido, D. Fernando II é que as obras continuaram para proporcionar o conforto da família real.
A partir do reinado de D. Luís, os duques e depois reis passaram a vir mais vezes, juntamente com os seus amigos e familiares e começou-se a mobilá-lo para ser uma residência de férias e não ser preciso trazer tudo o que fazia falta, sempre que cá vinham.
O seu filho, D. Carlos e D. Amélia, enquanto duques e depois como reis, passavam aqui grandes temporadas pois gostavam muito de Vila Viçosa. O rei organizava grandes caçadas na Tapada Ducal na companhia dos seus amigos, procurando também fugir à agitação de Lisboa.
Para o tornar mais acolhedor, mandou subdividir salas que eram muito grandes e muito frias, com paredes mais fininhas, baixar os tectos, fazer lareiras em todas as casas, substituir o chão de pedra por chão de madeira, pôr tapetes no chão, tapeçarias nas paredes, fizeram-se instalações sanitárias, e comprou mobília. Os móveis não eram tão imponentes, eram práticos, porque esta era uma casa de campo. Mandou também pintar quadros com os Duques de Bragança, de D. Maria I ao seu filho Luís Filipe, que morreu antes de ser Duque de Bragança, aos melhores pintores da época, para dar continuidade aos retratos da Sala dos Duques ou dos Tudescos.
Em 1888, houve um incêndio no Palácio devido à existência de velas, tecidos e tapetes cheios de pó, que começou no quarto do príncipe Luís Filipe. Pensa-se que uma vela terá caído em cima do berço do príncipe. Como a zona dos quartos ficou muito estragada, D. Carlos, logo no outro dia mandou decorá-la por um decorador francês. Os quartos estão como eram nessa altura e foi nestes quartos que D. Carlos, D. Amélia e o príncipe D. Luís Filipe dormiram a última noite, antes do Regicídio.
Em 1903, mandou construir uma escada em madeira coladas à parede, não há nenhum suporte, o suporte é a parede. Esta escada vai dar ao segundo andar, onde há cerca de 40 quartos e mais ou menos de cinco em cinco fica uma casa de banho. Era nestes quartos que ficavam os convidados, as pessoas que os acompanhavam. Só o rei e a rainha é que dormiam no andar principal, em quartos especiais.
Com a implantação da República, D. Manuel II foi viver para Inglaterra e o Paço Ducal foi fechado. Antes de abrir ao público, como Museu, foram feitas obras para se  tentar pôr a descoberto como era no princípio. Depois, nos anos 80 deu-se mais importância ao período da Restauração e nos últimos anos, têm-se feito obras para aumentar e melhorar a área das colecções que se visitam.

Ana Lúcia Rosa, Ana Patrícia Sande, Ana Rita Candeias, Ângela Neto, Márcia Nunes, Margarida Coelho, Mariana Carriço, Pedro Albuquerque  – 6º C   20101/2011


Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt





   


O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
     
A parte mais antiga do Paço – o Paço do Duque D. Jaime
Parte do Paço do Duque D. Jaime,
 com as paredes caiadas de branco

O local escolhido para construir a nova morada dos Duques de Bragança chamava-se Horta do Reguengo e ficava no início da estrada para Borba. Este terreno tinha muitos olivais, abundância de água, era muito fértil e como ficava a alguma distância dos locais habitados, permitia que os duques vivessem sem serem incomodados pelos vizinhos. Como tinha muito espaço, fez um Paço com zonas de lazer, jardins com labirintos, horta com várias espécies de vegetais, tanques de água, mata, à moda da Europa. Julga-se que a mão-de-obra utilizada na sua construção fosse aquela que trabalhasse nas obras do paço de S. Francisco, em Évora.
Claustro, séc. XVI
O Paço é um edifício com forma rectangular, com três pisos. Esta obra de arquitectura gótica tem, na sua decoração, influência artística múdejar, com pórticos, janelas geminadas com arcos em ferradura. As paredes deveriam estar cobertas com azulejos e ainda se podem ver alguns. As abóbadas são variadas, umas mais elaboradas do que outras, isto é com mais nervuras, lembrando grandes folhas de plantas.
No piso térreo, as salas organizam-se à volta de um claustro, com cerca de 18m de lado que, por dentro tem um jardim de bucho e uma fonte. As colunas, que estão em cima de um muro pequeno e suportam as abóbadas não são todas iguais! Umas têm os fustes com a forma de cilindro, outras têm oito lados, são oitavados. E os capitéis também são diferentes, uns decorados com padrões vegetais e outros com dragões e outros animais fantásticos. Pensa-se que vieram do antigo castelo e foram aproveitados para aqui.
À sua volta, ficam as salas como a Sala dos Órgãos, a Capela Real, a Cozinha, outras dependências, onde hoje está instalado o Museu de Armaria. A antiga cozinha deveria ter só duas divisões com um grande corredor que dava acesso aos armazéns de potes de vinho, azeite, a uma sala que guardava fruta e às “ocharias”, que eram espaços para guardar objectos sem valor. As salas comunicam umas com as outras por portas geminadas de mármore e de xisto, em arcos de ferradura chanfrados. As portas dantes eram mais estreitas e pequenas.
Ainda no rés-do-chão, pode-se visitar as salas onde vivia a criadagem e os pintores, a sala dos Alabardeiros e a Casa do Tesouro que guardava os objectos de valor.   
Durante a visita a esta parte mais antiga, podemos ver um espaço que se chama pátio das galinhas! Pensa-se que naquele local havia capoeiras onde se guardavam as galinhas, os pintos … para depois serem abatidas e cozinhadas e o corredor dos periquitos, talvez onde houvesse muitas gaiolas de periquitos!

Francisco Duarte, Margarida Coelho, Pedro Melo – 6º C
20101/2011
Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt





   


O Paço Ducal de Vila Viçosa

Uma das maravilhas portuguesas
                                                          
As Razões da sua construção

            Em 1483, morreu D. Fernando II, 3º Duque de Bragança, por ordem do rei D. João II, que tirou os bens que a família dos Duques possuía e os seus filhos estiveram refugiados durante treze anos em Castela. Após a morte de D. João II (1496), sucedeu-lhe o seu cunhado D. Manuel I, O Venturoso, que também era irmão de D. Isabel, mãe do 4º Duque de Bragança, D. Jaime (1479-1532). O rei mandou regressar do exílio os seus sobrinhos e devolveu-lhes bens, privilégios e títulos.
            Ao regressar a Portugal, o Duque D. Jaime escolheu à mesma o Paço do Castelo, em Vila Viçosa, para morar com a família, apesar de ter muitas outras casas para viver como em Barcelos, Lisboa ou Évora. 
              
Nesta época, deixou de ser moda viver em castelos, onde as casas eram pequenas e com pouca luz e passou a viver-se em casas com mais espaço, mais luz e com grandes jardins, hortas. Nesta altura, o rei D. Manuel I mandou construir o seu paço junto ao rio Tejo, em Lisboa, com um grande terreiro em frente e deixou de viver no Castelo de S. Jorge. D. Jaime seguiu esta ideia. O Paço do Castelo de Vila Viçosa também era pequeno e antiquado e D. Jaime quis passar a viver num espaço maior e mais agradável, ainda por cima ia casar-se. Decidiu, então fazer um Palácio que fosse moderno.
No ano de 1505, o rei D. Manuel I deslocou-se a Espanha e deixou como herdeiro presuntivo o Duque D. Jaime, seu sobrinho, o que quer dizer que, caso morresse e não tivesse descendentes, seria o seu sobrinho o rei de Portugal. Então, nasceu o lema dos Bragança "Depois de Vós, Nós" (“vós” significa a família real e “nós” a família dos Duques de Bragança). A Casa de Bragança tornou-se a casa senhorial portuguesa mais importante depois da família real!
                                                                                  
                                                                       Pedro Melo – 6º C    2010/2011

           
Fontes de informação:
VISITAS GUIADAS PELA DRA. MARIA DE JESUS MONGE E PELO DR. TIAGO SALGUEIRO

Bibliografia:
“DOSSIER MONUMENTOS”, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção-Geral dos Edifícios
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora, I vol. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.
MONGE, Maria de Jesus (2000). Paço Ducal da Casa de Bragança. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança.
MONGE, Maria de Jesus (2010). Paço Ducal de Vila Viçosa: Roteiro. Caxias.
TEIXEIRA, José (1983). O Paço Ducal de Vila Viçosa sua arquitectura e colecções. Lisboa: Fundação Casa de Bragança.
Webgrafia:
http://pt.wikipedia
http://infopedia.pt
www.fcbragança.pt