A aula saíu à rua para conhecer, compreender, preservar e animar o nosso património.

sábado, 23 de novembro de 2013

                     Um ilustre calipolense
Martim Afonso de Sousa


            Martim Afonso de Sousa nasceu em Vila Viçosa entre 1490 e 1500. Era filho de Lopo de Sousa e de D. Brites de Albuquerque. Foi Senhor de Prado, Alcaide-mor de Bragança e mais tarde Governador do Estado do Brasil e da Índia.
 Serviu algum tempo o Duque de Bragança, D. Teodósio I e depois o príncipe D. João, filho do rei D. Manuel. Deslocou-se a Castela e esteve algum tempo em Salamanca; voltou a Portugal e foi recebido pelo rei D. João III, que servira como príncipe. Estudou Matemática, Cosmografia e Navegação.
Iniciou a sua carreira de homem de mar e guerra ao serviço de Portugal em 1531, na armada que o rei enviou ao Brasil, com a missão de colocar padrões de posse portugueses em toda a área do Rio da Prata. Diz-se também que, como governador, teria a missão de expulsar franceses, descobrir terras, explorar o Rio da Prata e fundar núcleos de povoamento.
No dia 22 de janeiro de 1532, fundou a primeira vila do Brasil, à qual deu o nome de Vila de São Vicente por este dia ser o dia desse santo, reafirmando o nome dado por Gaspar de Lemos, quando este chegou a essa zona, no mesmo dia do ano de 1502.
Graças a medidas tomadas por Martim Afonso de Sousa, São Vicente tornou-se «Cellulla Mater» da Nacionalidade (Primeira Cidade do Brasil), Berço da Democracia Americana, pois em 22 de agosto de 1532 foram feitas as primeiras eleições populares das Três Américas, instalando a primeira Câmara dos Vereadores no continente.
Combateu corsários franceses no litoral e foi condecorado pela coroa portuguesa, no reinado de D. João III, como capitão-donatário de dois lotes de terras no Brasil.
Nomeado capitão-mor do Mar das Índias em 1533, pelo rei, foi encarregado de proteger as possessões de Portugal no Oriente, defendendo-as contra mouros e hindus; derrotou o rajá de Calecute e combateu os piratas que saqueavam as embarcações portuguesas na região. Em 1541, foi nomeado governador da Índia por D. João III, sucedendo a Estêvão da Gama. Em 1545, data em que regressou a Portugal, sucedeu-lhe D. João de Castro.
Vivera quatro anos em Espanha, onde se casou com D. Ana Pimentel, dama da Rainha Católica de Espanha, que mais tarde foi procuradora relativamente aos negócios do Brasil. Foi ela quem, em 1534, autorizou que se introduzisse o primeiro ”gado vacum” na capitania de São Vicente e quem, em 1544, revogou a ordem do esposo, que proibia a entrada de europeus no campo de Piratininga e, assim abriu o caminho para o sertão, facilitando a expansão bandeirante.
    Martim Afonso de Sousa, que deu nome a um largo e a uma rua na sua terra natal, morreu em Lisboa,     no dia 21 de julho de 1571. Está sepultado na Igreja de São Francisco, em Lisboa.

Fontes de informação:

htp://pt.wikipedia.org/wiki/Martin Afonso de Sousa
hpt://www.infopedia.pt/$martin-afonso-de-Sousa
hpt://www.arqnet.pt/dicionário/sousamartin3.html

André Bito, Rodrigo Rento – 6º C





terça-feira, 27 de novembro de 2012


A arte barroca em Vila Viçosa

Interior da Igreja da Lapa
No passado dia 9 de novembro de 2012, nós, alunos da turma do 6º D, efetuámos uma visita de estudo a várias igrejas de Vila Viçosa, a fim de encontrar traços da arte barroca.
Saímos da Escola E B 2 D. João IV a pé. Fomos com as professoras Maria Clara Santos, Paula Nascimento, Elisabete Machado e Vicência Barroso.
Dirigimo-nos à Igreja da Lapa, onde são visíveis os traços do barroco na elegante fachada frontal e a existência de mármore, talha dourada e azulejos no seu interior.
De seguida, passámos pela igreja de São Bartolomeu, onde encontrámos pinturas a fresco no teto, muita talha dourada e abundante decoração em azulejos e mármore no altar mor e nas capelas laterais.
Altar-mor da Igreja de S. Bartolomeu
Já na igreja da Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, voltámos a encontrar frescos, florais em azulejo e muita talha dourada, no altar principal e nos altares secundários. Neste Santuário há colunas de mármore com curvas e contracurvas.
Nas três igrejas sobressai o mármore, uma rocha ornamental da região, nas fachadas exteriores e na decoração interior.
Pensamos que o barroco teve grande influência na edificação dos monumentos religiosos do concelho. Como tal, sugerimos que seja divulgado à população em geral, efectuando visitas guiadas, divulgando nos meios de comunicação locais e promovendo debates entre os alunos.

Rodrigo Alexandre
6º D
Ano letivo 2012/2013

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A vida quotidiana no Paço Ducal no tempo de D. João II, 8º Duque de Bragança

No dia 20 de outubro, saímos da escola para irmos visitar o Paço Ducal, situado na nossa terra, acompanhados pela professora de H.G.P, Maria de Jesus Coelho e pelo sr. Nelson, funcionário da nossa escola.
Quando chegámos, já o dr. Tiago Salgueiro estava à nossa espera. Depois dos cumprimentos e dos nos ter explicado que o Paço Ducal é um dos mais importantes palácios da Península Ibérica, subimos a escadaria nobre, com pinturas murais que pretendem recriar a tomada de Azamor, pelo Duque D. Jaime, que mandou construir o palácio, nos princípios do século XVI.
O nosso guia especial explicou-nos, então que o Duque D. João II, que foi o 8º Duque de Bragança, tinha uma corte de 350 pessoas, que gostava muito de viver aqui e que só se deslocava para fora de Vila Viçosa, quando tinha algum assunto muito importante para resolver, pois as viagens demoravam cerca de uma semana para lá e outra para cá.
Aprendemos também que, para se vestir e para se despir, tinha de haver várias pessoas a ajudá-lo, pessoas importantes. Informou-nos também que as pessoas não tomavam banho muitas vezes (às vezes, uma vez por ano!) e quando tomavam ficavam deitadas durante dias, pois pensavam que estavam desprotegidos e podiam adoecer. Andámos mais um bocado e chegámos a outra sala, o oratório de D. Catarina, avó de D. João, onde rezava e se recolhia para meditar. Numa sala perto, havia retratos de pessoas com perucas e que calçavam sapatos com tacões altos, foi-nos explicado como as pessoas se vestiam e mostradas as cadeiras, mais largas do que agora, onde as senhoras se tinham que sentar pois os vestidos tinham muita roda e uma armação de madeira por baixo.
As salas também tinham lareiras e tapeçarias nas paredes, pois era uma forma de aquecimento. Falámos ainda sobre a alimentação na época.
Na sala de Restauração, vimos quadros pintados com D. João II, a filha, D. Catarina que casou com o rei de Inglaterra e algumas pinturas sobre a Restauração.
Por último, fomos à armaria e o dr. Tiago explicou-nos que o Duque de Bragança tinha um exército, que quando era preciso ia ajudar o rei e mostrou-nos as armaduras e as armas, na época.
Gostámos muito da visita! Gostaríamos de voltar e ver mais coisas, pois assim aprendemos melhor.

Leonardo Ventura – 6º D, 2011/2012

sábado, 12 de maio de 2012

Lenda da Cova da Moura


       As pessoas mais velhas dizem que no campo junto a S. Romão existe uma casa feita de rochas grandes e pequenas e que nela existe uma moura, mas dizem que a moura é uma mulher transformada em cobra.

Rochas do Lago

      Para a moura deixar de ser cobra, tem que ir uma pessoa às rochas do lago à meia noite, que não pode ter medo, pois a cobra, que é grande e grossa, vai subindo  pela pessoa acima e dá-lhe um beijo.
      Se a pessoa não tiver medo, vai a casa da moura buscar o ouro e nesse momento traz também a moura encantada.
Joana Raimundo, Lúcia Gomes
6º D - Ano letivo 2011/2012

sábado, 21 de abril de 2012

Paço Ducal - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   II

Lápis de Cor - Pastel - Gravura


Pedro Albuquerque

Pedro Melo
Sara Baptista
Edgar Rebimba
Rui Lopes
Rui Nascimento

Sara Pereira
Diogo Escarpiado

Joana Estrompa

Lourenço Marques

Márcia Nunes

Mariana Carriço
Francisca Novado
 Alunos do 6º C - Ano letivo de 2010/2011

sábado, 14 de abril de 2012

Paço Ducal de Vila Viçosa - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

              O museu é uma instituição que desempenha um papel importante na preservação/conservação e leitura de bens culturais e artísticos, ou seja no seu sentido mais amplo, da nossa memória histórica e da nossa identidade. Como instituição que é, tem ainda o poder e o privilégio de decidir e legitimar o que é arte e a autoridade em propor as suas próprias narrativas de acordo com um programa previamente delineado, facultando assim aos visitantes os meios para a sua compreensão.


Uma aula experimental

O museu pode e deve ser um lugar de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global se interpenetram. O museu pode assim converter-se em espaço de experimentação e local de educação artística que educadores e educandos podem usufruir/construir. Para concretizar os nossos objectivos, utilizámos como estratégia conceptual, o diálogo construtivo com um grupo de 22 crianças, de 11 e 12 anos de idade, levando-as a participar em actividades articuladas entre a Escola e o Museu do Paço Ducal de Vila Viçosa, num convite à criatividade e à imaginação, e também na valorização do espaço museológico. 
           Educar passa também por realizar projectos interdisciplinares, discuti-los e aplicá-los em sala de aula e fora dela. Este foi o ponto de partida para a realização da actividade “Ver/Analisar/Descobrir” da obra “O Sobreiro”, em parceria com o Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, tendo também como grande objectivo fomentar o conhecimento dos alunos sobre a obra de D. Carlos de Bragança, o rei-pintor, no seu contexto de espaço e tempo.
Profª Maria Dulce Casaca
Março de 2011

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   I

Lápis de Cor - Pastel - Gravura



Ana Patríca Sande

Ana Lúcia Rosa


Artur Cardoso
 
Ângela Neto

Carolina Carriço

Ana Rita Candeias

 



 

terça-feira, 3 de abril de 2012

D. Carlos de Bragança– desenhador e pintor

           
            D. Carlos, costumava registar os locais que visitava, as pessoas, as árvores, as aves, os barcos - as marinhas  ...  em álbuns de desenho. Era um bom observador!
Pintou muito e muitos quadros, a aguarela, a pastel e a óleo. Pintou retratos, animais,
árvores, pessoas, paisagens …  Expôs algumas das suas obras em exposições nacionais e estrangeiras e ganhou prémios. Os seus mestres foram Miguel Ângelo Lupi e Casanova.
            Hoje, especialistas de arte consideram-no um dos melhores pintores do naturalismo português.
"No Alentejo", óleo sobre tela
"O Marroquino", pastel sobre tela
"Terreiro do Paço", em Vila Viçosa
           Apesar de existirem muitos e muitos trabalhos deste Duque de Bragança e rei de Portugal no Paço Ducal de Vila Viçosa, ainda existem muitos trabalhos da sua autoria dispersos, pois ele muitas vezes oferecia-os. A Fundação Casa de Bragança está a tentar reunir o máximo possível desses trabalhos, talvez para criar um núcleo museológico.

Margarida Coelho - 6º C
Ano letivo de 2011/2012