A aula saíu à rua para conhecer, compreender, preservar e animar o nosso património.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A vida quotidiana no Paço Ducal no tempo de D. João II, 8º Duque de Bragança

No dia 20 de outubro, saímos da escola para irmos visitar o Paço Ducal, situado na nossa terra, acompanhados pela professora de H.G.P, Maria de Jesus Coelho e pelo sr. Nelson, funcionário da nossa escola.
Quando chegámos, já o dr. Tiago Salgueiro estava à nossa espera. Depois dos cumprimentos e dos nos ter explicado que o Paço Ducal é um dos mais importantes palácios da Península Ibérica, subimos a escadaria nobre, com pinturas murais que pretendem recriar a tomada de Azamor, pelo Duque D. Jaime, que mandou construir o palácio, nos princípios do século XVI.
O nosso guia especial explicou-nos, então que o Duque D. João II, que foi o 8º Duque de Bragança, tinha uma corte de 350 pessoas, que gostava muito de viver aqui e que só se deslocava para fora de Vila Viçosa, quando tinha algum assunto muito importante para resolver, pois as viagens demoravam cerca de uma semana para lá e outra para cá.
Aprendemos também que, para se vestir e para se despir, tinha de haver várias pessoas a ajudá-lo, pessoas importantes. Informou-nos também que as pessoas não tomavam banho muitas vezes (às vezes, uma vez por ano!) e quando tomavam ficavam deitadas durante dias, pois pensavam que estavam desprotegidos e podiam adoecer. Andámos mais um bocado e chegámos a outra sala, o oratório de D. Catarina, avó de D. João, onde rezava e se recolhia para meditar. Numa sala perto, havia retratos de pessoas com perucas e que calçavam sapatos com tacões altos, foi-nos explicado como as pessoas se vestiam e mostradas as cadeiras, mais largas do que agora, onde as senhoras se tinham que sentar pois os vestidos tinham muita roda e uma armação de madeira por baixo.
As salas também tinham lareiras e tapeçarias nas paredes, pois era uma forma de aquecimento. Falámos ainda sobre a alimentação na época.
Na sala de Restauração, vimos quadros pintados com D. João II, a filha, D. Catarina que casou com o rei de Inglaterra e algumas pinturas sobre a Restauração.
Por último, fomos à armaria e o dr. Tiago explicou-nos que o Duque de Bragança tinha um exército, que quando era preciso ia ajudar o rei e mostrou-nos as armaduras e as armas, na época.
Gostámos muito da visita! Gostaríamos de voltar e ver mais coisas, pois assim aprendemos melhor.

Leonardo Ventura – 6º D, 2011/2012

sábado, 12 de maio de 2012

Lenda da Cova da Moura


       As pessoas mais velhas dizem que no campo junto a S. Romão existe uma casa feita de rochas grandes e pequenas e que nela existe uma moura, mas dizem que a moura é uma mulher transformada em cobra.

Rochas do Lago

      Para a moura deixar de ser cobra, tem que ir uma pessoa às rochas do lago à meia noite, que não pode ter medo, pois a cobra, que é grande e grossa, vai subindo  pela pessoa acima e dá-lhe um beijo.
      Se a pessoa não tiver medo, vai a casa da moura buscar o ouro e nesse momento traz também a moura encantada.
Joana Raimundo, Lúcia Gomes
6º D - Ano letivo 2011/2012

sábado, 21 de abril de 2012

Paço Ducal - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   II

Lápis de Cor - Pastel - Gravura


Pedro Albuquerque

Pedro Melo
Sara Baptista
Edgar Rebimba
Rui Lopes
Rui Nascimento

Sara Pereira
Diogo Escarpiado

Joana Estrompa

Lourenço Marques

Márcia Nunes

Mariana Carriço
Francisca Novado
 Alunos do 6º C - Ano letivo de 2010/2011

sábado, 14 de abril de 2012

Paço Ducal de Vila Viçosa - Da Memória Histórica à Experiência Pedagógica

              O museu é uma instituição que desempenha um papel importante na preservação/conservação e leitura de bens culturais e artísticos, ou seja no seu sentido mais amplo, da nossa memória histórica e da nossa identidade. Como instituição que é, tem ainda o poder e o privilégio de decidir e legitimar o que é arte e a autoridade em propor as suas próprias narrativas de acordo com um programa previamente delineado, facultando assim aos visitantes os meios para a sua compreensão.


Uma aula experimental

O museu pode e deve ser um lugar de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global se interpenetram. O museu pode assim converter-se em espaço de experimentação e local de educação artística que educadores e educandos podem usufruir/construir. Para concretizar os nossos objectivos, utilizámos como estratégia conceptual, o diálogo construtivo com um grupo de 22 crianças, de 11 e 12 anos de idade, levando-as a participar em actividades articuladas entre a Escola e o Museu do Paço Ducal de Vila Viçosa, num convite à criatividade e à imaginação, e também na valorização do espaço museológico. 
           Educar passa também por realizar projectos interdisciplinares, discuti-los e aplicá-los em sala de aula e fora dela. Este foi o ponto de partida para a realização da actividade “Ver/Analisar/Descobrir” da obra “O Sobreiro”, em parceria com o Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, tendo também como grande objectivo fomentar o conhecimento dos alunos sobre a obra de D. Carlos de Bragança, o rei-pintor, no seu contexto de espaço e tempo.
Profª Maria Dulce Casaca
Março de 2011

   TRABALHOS  DOS ALUNOS  RESULTANTES  DESTA

EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA   I

Lápis de Cor - Pastel - Gravura



Ana Patríca Sande

Ana Lúcia Rosa


Artur Cardoso
 
Ângela Neto

Carolina Carriço

Ana Rita Candeias

 



 

terça-feira, 3 de abril de 2012

D. Carlos de Bragança– desenhador e pintor

           
            D. Carlos, costumava registar os locais que visitava, as pessoas, as árvores, as aves, os barcos - as marinhas  ...  em álbuns de desenho. Era um bom observador!
Pintou muito e muitos quadros, a aguarela, a pastel e a óleo. Pintou retratos, animais,
árvores, pessoas, paisagens …  Expôs algumas das suas obras em exposições nacionais e estrangeiras e ganhou prémios. Os seus mestres foram Miguel Ângelo Lupi e Casanova.
            Hoje, especialistas de arte consideram-no um dos melhores pintores do naturalismo português.
"No Alentejo", óleo sobre tela
"O Marroquino", pastel sobre tela
"Terreiro do Paço", em Vila Viçosa
           Apesar de existirem muitos e muitos trabalhos deste Duque de Bragança e rei de Portugal no Paço Ducal de Vila Viçosa, ainda existem muitos trabalhos da sua autoria dispersos, pois ele muitas vezes oferecia-os. A Fundação Casa de Bragança está a tentar reunir o máximo possível desses trabalhos, talvez para criar um núcleo museológico.

Margarida Coelho - 6º C
Ano letivo de 2011/2012

domingo, 18 de março de 2012

Estátua equestre de D. João IV

A estátua feita em bronze do rei D. João IV em cima de um cavalo mede mais de seis metros de altura e está sobre um pedestal feito em granito. Fica no centro do Terreiro do Paço. O Paço Ducal fica a oeste da estátua, a sul o Convento das Chagas, o Paço dos Bispos e ainda o solar dos Caminha.
           D. João IV mandou comprar na Andaluzia, algum tempo antes da revolução de dezembro de 1640, um cavalo. Esse cavalo foi considerado pelo Duque António Galvão de Andrade como um baluarte, animal com grandeza e segurança. E “Baluarte” passou a ser o nome do animal, que está representado nesta estátua.
Esta obra teve dois autores: o escultor Francisco Franco, que a fez e o pedestal de granito foi desenhado pelo arquitecto Pardal Monteiro. O monumento foi concebido em 1939/1940, quando se comemorou o duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal e foi inaugurado no dia 8 de dezembro de 1943, onde estiveram presentes pessoas importantes do nosso país.
   
Ana Rita Candeias, Sara Baptista - 6ºC
Ano letivo de 2010/2011

Fonte de informação:
ESPANCA, Túlio (1978). Inventário Artístico de Portugal: Distrito de Évora, I volume. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes, páginas 610-611.
GABINETE DE IMPRENSA (2010). Um Alentejo para Descobrir. Vila Viçosa: Câmara Municipal de Vila Viçosa.

PESTANA, Manuel Inácio (s/d). Vila Viçosa História, Arte e Tradição, Vila Viçosa: Livraria Alentejo de Calipolojas, Lda.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Batalha de Montes Claros


Padrão da Batalha de Montes Claros

Já tinha sido a revolução do 1º de Dezembro de 1640 e estávamos em luta com os espanhóis, pela nossa independência, pois eles não desistiam.
Entraram mais uma vez em Portugal e ocuparam Vila Viçosa, depois da resistência dos calipolenses. Queriam vencer os alentejanos e depois seguirem para Lisboa. As tropas portuguesas, que estavam em Estremoz, partiram para ajudar os calipolenses. Os espanhóis avistaram-nos e os seus chefes mandaram atacar os portugueses na zona de Montes Claros. Eram muitos mais do que nós, mas tiveram que se retirar, pois os portugueses deram-lhes com força, entre sete a oito horas. Ao fim do dia, os espanhóis estavam destroçados e o próprio Marquês de Caracena, que comandava as tropas espanholas, fugiu em direcção à fronteira, passando depois para Badajoz.
Os espanhóis perderam 10.000 homens, quase metade do exército (4.000 mortos e 6.000 prisioneiros) e as forças portuguesas sofrem 2.700 baixas (700 mortos e 2000 feridos).

Em memória da batalha

            A batalha de Montes Claros, que aconteceu entre Bencatel e Santiago de Rio de Moinhos, no dia 17 de Junho de 1665, foi a última batalha travada entre portugueses e espanhóis.

Lápide mandada fazer
pelo Marquês de Marialva

 



Igreja de Santa Maria da Vitória
Mais tarde, o Marquês de Marialva mandou fazer em frente à Igreja de Nossa Senhora da Vitória, uma lápide com uma longa inscrição onde fez os seus votos para que a tragédia desta batalha, com tantos mortos, não se repita na história futura de ambos os países.

Ana Patrícia Sande, Margarida Coelho
6º C – Ano letivo de 2010/2011


Fonte de informação:
Fotografias:
Margarida Coelho